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25/01/2012 - UNB



Aloizio Mercadante endossou os programas do governo federal e propôs novas metas para o ensino básico, num longo discurso de posse no Ministério de Educação (MEC). O anúncio foi feito nesta terça-feira 24, em Brasília, durante a transmissão do cargo, feita por Fernando Haddad. Entre as medidas, estão o aumento da jornada escolar, ampliação do número de creches, acompanhamento pedagógico dos alunos e uma prova nacional para contratação de professores.


O ministro celebrou o aumento significativo do número de vagas no ensino superior, especialmente por meio do ProUni, mas sugeriu a adoção de mecanismos para controlar a qualidade nas instituições privadas, responsáveis por 75% das matrículas de todos os universitários do país. “A nova tendência de fusão e concentração do ensino particular em grandes grupos econômicos, bem como a abertura dos capitais desses grupos nas bolsas de valores, demandam forte sistema de avaliação, regulação e supervisão. Não podemos perder a gestão estratégica de nossos recursos humanos”, destacou.


A política de expansão do ensino superior público foi outro aspecto mencionado pelo ministro. “É oportuno lembrar a expressiva criação de universidades federais, 14 ao todo, entre 2003 e 2011, e o fantástico aumento das matrículas, de 531 mil, em 2002, para mais de um milhão, em 2010”, acrescentou. Para José Geraldo de Sousa Júnior, reitor da UnB, esse processo merece reconhecimento, desde que a projeção futura confirme a reestruturação. “O que as universidades esperam é a continuidade das políticas de expansão com qualidade, preparando um marco regulatório e as condições de autonomia para que elas possam cumprir o papel estratégico que o próprio governo espera delas”, ponderou.


Outro aspecto lembrado pelo novo ministro é o programa "Ciência sem Fronteiras", que prevê a distribuição de 100 mil bolsas para estudantes brasileiros de graduação e pós-graduação fazerem intercâmbio ou mesmo o curso integral em instituições renomadas de outros países. "Mas o programas tem o caminho inverso: estamos atraindo talentos que estão no exterior, desde jovens doutores até detentores de prêmios Nobel, para que venham pesquisar no Brasil. Nosso objetivo não é exportar cérebros, como ocorria no passado, mas sim trazer talentos e inteligências, internacionalizar a ciência brasileira e tornar nossas universidades instituições de prestígio mundial", destacou.